sábado, 14 de janeiro de 2012

A DIETA ESPIRITUAL DO BRASILEIRO




O ato de comer é um dos melhores recursos pedagógicos; pois comemos várias vezes ao dia, todos os dias.
Observando o que e como nos alimentamos torna-se possível deduzir sobre várias coisas; até a respeito de nossa evolução pessoal e social. Correlacionando nossa cultura religiosa com o cardápio, é possível fazer algumas observações.

Nossa dieta básica: uma saladinha; arroz e feijão; mistura; ás vezes uma sobremesa e nos intervalos guloseimas.

A salada representa nossas crenças.
O povo brasileiro é o rei do sincretismo, assimilamos qualquer tipo de crenças e misturamos rituais com incrível facilidade. Exemplo, boa parte das pessoas, mesmo sendo de outra religião, apela para a umbanda quando precisa resolver alguma coisa mais urgente na parte material ou de obsessão. Temos católicos praticantes e não praticantes. Espíritas atuantes e outros simpatizantes. Esotéricos que estudam e praticam; outros que nem são tão esotéricos apenas adoram colecionar imagens de gnomos, duendes, fadas, pedras. Praticantes e simpatizantes da seicho-no-ie. Muita gente vai á Igreja Messiânica apenas para tomar o johrei. Evangélicos praticantes e outros não. Praticantes do Budismo e simpatizantes, etc.
Se as pesquisas fossem mais específicas certamente nós teríamos mais simpatizantes em qualquer religião do que praticantes – essa atitude de praticante ou não, reflete uma postura política e social: adoramos privilégios e não muito chegados em direitos; o motivo é simples: direitos têm que ser exercidos.

Até que ponto esse sincretismo é saudável ou não; merece mais pesquisas. Um dos reflexos negativos na parte política pode ser a falta de identidade e de ideologia dos partidos políticos que se tornam um aglomerado de interesses de pessoas e de grupos. Um lado positivo é que não temos muitos problemas de preconceito religioso; católicos se casam com praticantes do judaísmo; evangélicos com budistas; e todas as combinações possíveis. As pessoas mudam de religião como mudam de partido político; o que nos torna uma sociedade bem plástica e maleável, mesmo que com problemas de identidade.

O arroz com feijão que nos enche a barriga combatendo a fome e suprindo as necessidades mais básicas representa nossa realidade no trato com o Divino: tudo vai para as costas de Deus. Nas experiências representa o contato com a realidade.


A denominada “mistura” representa nossas expectativas e esperanças. Cada grupo social tem possibilidades de suprir seus sonhos e expectativas de forma diferenciada através da comida. Passar fome real até alguns anos era algo seletivo e que exigia esforço; as pessoas tinham fome de guloseimas – era mais uma fome de expectativas e de sonhos de consumo do que fome real.

Os temperos bastante diversificados representam nosso jeitinho brasileiro de ser e de viver.

O uso de digestivos após as refeições espelham nossa cultura do quebra galho, da gariba. Somos mais adeptos das coisas provisórias do que das definitivas; alguns governantes conseguem terminar um mandato usando apenas medidas provisórias.

Guloseimas entre as refeições são as ilusões. O consumo de guloseimas tem trazido consigo especialmente entre as crianças e os jovens muitas doenças e problemas.

Nossa hospitalidade é marcante: “onde come um comem dez”; representa a tendência entre os mais pobres de compartilhar: “basta por mais água no feijão”. Nossa sociedade é única, pois entre os mais carentes e necessitados a compaixão e o compartilhar é mais habitual do que entre os mais abastados.

Adorar uma boca livre representa nosso estilo Macunaíma de viver.

O sincretismo está no DNA cultural; até na comida nós somos adeptos da gororoba e do grude – mistura-se tudo no prato, salada, arroz, feijão, mistura, e se bobear até a sobremesa.

Se reformularmos os hábitos de dieta nós iremos modificar alguma coisa de nosso comportamento social, na postura política, e até nas práticas religiosas?
Assunto interessante que começamos a alinhavar no livro “Quem ama cuida”.

Bom apetite.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

EDUCAÇÃO: INFORMAÇÃO A MIL LOUCURA Á VISTA




A precocidade com que as informações são jogadas para as crianças no presente momento é incrível; e todo mundo acha lindo a criança precoce - se comparados com os pais; boa parte das crianças são gênios; depois algumas pessoas teimam em desconsiderar a lei de progresso: cada geração deve ser mais avançada do que a anterior.

Mas a coisa tá muito rápida; e muita gente vai pirar; daí:
Seria muito bom se na escola fossem ensinadas coisas práticas, simples e inteligentes para vivermos com qualidade; ao contrário, recebemos um monte de informações que serão usadas apenas em provas e vestibulares; pois o sistema é voltado para a profissionalização; mesmo assim, seu desempenho não é lá essas coisas, tantos são os profissionais desqualificados uns; infelizes outros; e desempregados outro tanto.

O maior estrago produzido pelo excesso de alguns conteúdos e pela falta de outros da máxima importância, é no desenvolvimento da neura cuja marca registrada é a extrema capacidade de competir. Na corrida pelas melhores posições; as de destaque e as mais rendosas; quem chega á frente, não importa em que condições; é proclamado, o vencedor.

A brincadeira é perigosa; pois desde muito cedo se ensina a criança a desrespeitar seus limites e o seu ritmo natural, sistematicamente. Nos conteúdos se apresenta á criança leis da matemática, física, inclusive a lei da inércia; mas não se prova a necessidade de as colocarmos em prática na vida real. A da inércia é capaz de levar muita gente á loucura ou á morte; pois não temos botão de liga e desliga.


A cultura voltada para conquistar posições, dinheiro, fama, glória a qualquer custo e a qualquer preço, criou a sociedade de consumo. Nela nos consumimos num turbilhão de expectativas e desejos que logo se transformam em ânsia e angústia, simplesmente porque vimos os outros fazendo isso; e sem questionar.

Em algum lugar do passado, um gaiato talvez até sem saber por que, inventou a seguinte brincadeira de criança. De repente, alguém grita: “quem chegar por último é a mulher do padre”, essa palavra de ordem era o suficiente para encontrões, tombos, rasteiras e ralados, ninguém queria ficar como último para não ouvir o coro: “mulher do padre! mulher do padre”; até hoje, ninguém sabe dizer claramente o que de tão ruim significava ser a mulher do padre.
A sociedade de certa forma incorporou essa brincadeira da mulher do padre. Hoje quem comprar por último o objeto do desejo mais recente é a mulher do padre. Ela talvez simbolize aquele que ainda não tem isso ou que não faz aquilo primeiro e mais do que os outros.

Vivemos em desabalada carreira nos atropelando e ralando uns aos outros para não virarmos a mulher do padre.
Brincadeira perigosa que nos fez perder o senso de limites até o extremo; para tornar a brincadeira mais maluca ainda, faltou dizer com clareza qual era o objetivo; ninguém falou e ninguém perguntou; daí que estamos esgotados, no fim da picada, e até identificamos durante essa loucura que alguns fatos importantes e, algumas ocorrências influenciam demais a nossa existência.
Perceber; nós percebemos, mas seja para não ouvir o coro: mulher do padre! Ou para não abrirmos mão de nenhum interesse mais imediato, seja ele importante ou não, fingimos não ouvir para brincarmos de outra coisa; e devemos criar coragem de parar porque a brincadeira acabou; tá perdendo a graça (em alguns lugares do mundo a moda é não consumir e andar mais devagar na vida) - como ninguém quer dar o braço a torcer, deixamos a coisa rolar para ver no que vai dar; e, quase sempre nos damos mal e, depois, é sair correndo atrás de consertar o prejuízo: receber alta médica ou do hospital, conseguir pagar as dívidas, arranjar novo emprego, novos amigos, novo amor, sair da cadeia, esperar que haja vida após a morte, etc.

O estilo de vida neura torna-se um fardo difícil de carregar, e desde cedo, pois algumas crianças sinalizam aos adultos que não é esse o seu ritmo de andar pela vida, não são preguiçosas nem doentes como muitos imaginam e as rotulam; e logo o sistema as interpreta como problemáticas, e, não demora, elas estão sob a mira de profissionais recebendo rótulos.

Lucro e conhecimento fazem parte da Lei de Progresso; o que se faz necessário é adequar a velocidade das informações e dar-lhes utilidade para que as crianças de hoje consigam chegar á vida adulta; produtivas e acima de tudo felizes. Já há por aí, crianças praticamente aposentadas por invalidez de todos os tipos.
Diz o bom senso que uma boa educação deveria regular o fluxo de informações e também dar-lhe alguma utilidade prática.
Ainda bem que há por aí, um bando de crianças e jovens se rebelando; mesmo pagando o “caro” preço de serem rotuladas – quem sabe esse comportamento desperte nos responsáveis a idéia de repensar.

Namastê.

domingo, 6 de novembro de 2011

AMOR É DOAÇÃO?




Muita gente vai dizer que sim; que doação é a expressão máxima do sentimento do amor.
Nem tanto lá nem tanto cá.
Acima de tudo amor é empreendimento que exige o Divino Lucro – onde todos ganham – se um ganhar e outro perder: o nome da brincadeira é kharma.

Além disso:
Se tu dás o que não te faz falta; apenas estás te livrando de um peso morto; e se nos descuidarmos criamos uma negociata de consciência; que pode descambar para a falcatrua.
Quem disse isso, não fui eu – mas o próprio Jesus.
Um mínimo de raciocínio crítico seria suficiente para concluir que: nada como um passo depois do outro – pois, a natureza não dá saltos.
Doar-se em prol da satisfação do outro o tempo todo é algo além das nossas passadas e presentes, possibilidades.
Que até pode tornar-se um mal; se o beneficiário se acomodar. Devemos sempre manter atenção crítica ás palavras do Mestre: que a mão direita não saiba o que a esquerda faz; e relembrar a Parábola dos Talentos.

Quem se arrisca ao ato da caridade sem pensar - sem estar no adequado patamar de evolução - pode até perder a auto-estima; anular-se e colaborar para que a outra parte torne-se acomodada, egoísta – atrasando a si mesmo e a todos.

Amor, não é doação; nem esmola é puro negócio:

Bussines Cósmico - Divino.

Mas, para variar e experenciar uma nova vivência:
Ouse dar algo que realmente é essencial para tu mesmo.
Não faça doação; mas sim; entrega-te a criar recursos para tu mesmo e mostra aos outros como se faz – isso é compartilhar.
NÃO DOE MAIS NADA – COMPARTILHE TUDO.

Namastê.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

ASSISTIR TV ENGORDA?




Assunto de hoje:
Comida midiática.

A mídia de ação rápida criou um formidável ponto de ruptura em tradições seculares e até milenares. Nos últimos anos, os valores, e o antigo sistema de formação de hábitos está sendo despedaçado de forma globalizada.

No terreno da formação dos padrões de atitudes com relação ao ato de nos alimentarmos, a influência da mídia é impressionante. E a rapidez com que gera mudanças é mortal para muitos grupos culturais; que não tem tempo hábil; para se adaptarem ás novas condições e aos novos hábitos.

O ramo comercial de alimentos é sempre um dos mais seguros para se investir. A política de marketing desse segmento da indústria e do comércio naturalmente deve ser: quanto mais se coma isso ou aquilo melhor. Quanto mais as pessoas sejam induzidas a comer, maiores serão os lucros, e mais investimentos serão feitos.

Assistir muita TV engorda?
Claro.
Pois, o forte e constante apelo visual e auditivo com relação aos alimentos propagandeados torna-se um poderoso estímulo para produzir secreções digestivas capazes de desencadear a sensação de fome. Esse é um dos motivos da comilança defronte à TV principalmente em se tratando de crianças.

O ritmo de vida acelerado e sobrecarregado de pressa e medo acentua o problema da ansiedade, o que faz com que a pessoa corra atrás de carboidratos o tempo todo, em especial do açúcar, do chocolate e farináceos. E também, algumas pessoas passam a sentir um desesperado desejo de mastigar o tempo todo.
E mastigam tudo que enxergam pela frente; sem perceber – pois, somos seres robotizados que andam apenas no piloto automático do subconsciente.

A cultura de produzir alimentos em larga escala gerou o envenenamento da agricultura; com a conseqüente deterioração do meio ambiente; o que trouxe mais alguns problemas para a sanidade de todos. Muitos são os agravos que essas substâncias podem causar à saúde. Dentre eles: câncer, esterilidade masculina, degeneração de sistema nervoso, problemas hepáticos.

Para piorar as coisas; a tecnologia de conservação dos alimentos trouxe consigo um problema difícil de ser resolvido: a intoxicação em larga escala e de forma continuada; embora muito se tente pesquisar para substituir produtos químicos por substâncias extraídas de plantas ou da natureza, o resultado deixa a desejar e o envenenamento continua lento e progressivo.
Em alguns países o uso desses produtos químicos beira o “genocídio em código”: estabilizante F-5, corante Y-10 etc. Pois, as pessoas são envenenadas sem defesa, não há cultura para observar nem prazo de validade dos alimentos quanto mais pegar uma lupa para ler os códigos.
Este produto contém: corantes, acidulantes, aromatizantes, flavorizantes, aintioxidantes, antiumectantes, conservadores, edulcorantes, estabilizantes, espessantes, umectantes, etc.
E para piorar, mais ainda: alguns são submetidos a “higiênicas radiações”. Seria mais correto e ético; que no rótulo dos alimentos; estivesse escrito quais as substâncias ali contidas e o que já é conhecido de sua ação nociva no corpo dos seres humanos; para que o consumidor pudesse usar com correção o seu livre arbítrio.

Fica fácil concluir que assistir muita TV não apenas engorda; como mata – mas como o que não mata engorda – tudo bem – amém...

Dica para os marketeiros de comida infantil de plantão:
Sabem por que as crianças de hoje são mais espertas?
Elas têm CHIPS de vários sabores na dieta!

Namastê.

sábado, 17 de setembro de 2011

CALDO DE CANA COM ADOÇANTE - COMPORTAMENTO SOCIAL E MANIPULAÇÃO




Nosso comportamento social é influenciado pelas atitudes que sustentamos.
E que derivam das escolhas que efetuamos no dia a dia; mesmo que não sejam nossas.

Elas afetam nossos julgamentos e percepções, nossa eficiência nos estudos e no trabalho, nossas relações com os outros e, até nossa filosofia básica de vida; pois, formam padrões característicos e difíceis de serem mudados, que ajudam a formar; e a transformar a base da nossa personalidade.

Por outro lado, os outros, nos julgam e rotulam segundo nosso padrão habitual de atitudes que, na repetição, tende a fixar-se.

Exemplo: um indivíduo que mente habitualmente, por mais que, de um momento em diante, diga somente a verdade, levará muito tempo até que o rótulo de mentiroso seja retirado do julgamento dos que com ele convivem.

Hoje, devido ao poder da mídia, acentua-se a polaridade credulidade.
Criou-se a GERAÇÃO ZERO – zero de discernimento; zero de raciocínio crítico.
O ser humano nunca foi tão manipulado no atacado quanto nesta Era HI-TEC.

Todo cuidado é pouco como avisou o Mestre para sermos sempre mansos como as pombas e prudentes como as serpentes.

Desligue-se; tente ficar desplugado; pois:
Uma vez que adquirimos nossos pensamentos e crenças através de pessoas importantes em nosso mundo social que transferem seus pensamentos e crenças para nós, já prontos, encomendados sob medida para gerar lucro ou poder.
É preciso cuidado, pois através da comunicação social recebemos comunicação de transferências.
E nós é que pagamos o preço das escolhas induzidas por interesses onde nem todos ganham; pois nas relações de qualquer tipo entre nós; se, um ganha e outro perde; essa transação recebe o nome de Carma.

Por outro lado, por essa mesma lei, também transferimos nossas próprias crenças aos outros.
Em tempo: é melhor, e mais inteligente, criar moda, do que, copiar moda... Deixemos sempre que os outros corram o risco de copiar-nos...

Estamos na Era Zero de discernimento – não é tão difícil encontrar por aí alguém tomando caldo de cana com adoçante.
A palavra Zero foi o ganhar na loteria de gênios da mídia usada para vender conceitos e produtos aos consumidores que adoram pensar light.

Namastê.

sábado, 10 de setembro de 2011

BULLYING: VIOLENTO É A MÃE!




Quem de nós nunca sofreu ou praticou algum tipo de violência? – Nem sempre percebida por quem a pratica; mas, sempre vivenciada por quem a sofre...

O conceito Bullying focado inicialmente no ambiente escolar trouxe á discussão a pratica da violência explícita e até mesmo a subliminar; aquela em que raras pessoas; prestavam atenção; pois, á medida que o assunto vai sendo debatido; novos focos e olhares sobre o problema surgem, cada um dando sua contribuição para que a paz reine, um dia, entre nós.

A violência explícita e a subliminar se confundem ás vezes; tal e qual o estupro em algumas sociedades onde a vítima do bullie (o estuprador) ainda sofre discriminação, sendo penalizada duplamente pela sociedade que pratica o bullying sem perceber; pois a prática de manter o poder através da agressão é milenar.

Esse padrão de atitudes não está vinculado ao instinto de sobrevivência, defesa ou raiva.
Pode envolver desejo de controlar, ciúmes e desprezo.
Suas bases estão assentadas no desejo e sentimento de poder; intolerância á diferença; e a pretensa liberdade de excluir, barrar, isolar e segregar os outros que contrariam seus interesses. Vivemos um intenso bullying político, no qual pessoas sentem-se as donas dos pseudocidadãos e criam impostos sem necessidade, achacam as pessoas com burocracia e ameaças mil e as amansam com esmolas; depois tentam dar um cala boca nos contrários na forma de censura sob as penas da lei.

Bulir com os que estão quietos e são pacíficos.

Essa não é apenas uma fase normal da vida infanto-juvenil como muitos bullies adultos imaginam; não passa com o tempo nem com a idade; apenas ela fica camuflada pelas máscaras sociais fruto da educação ainda em vigor – e se manifesta de forma subliminar ou na cara dura da ditadura de qualquer forma e tipo; mesmo disfarçada na da maioria disfarçada de democracia.

Algumas pessoas já nascem com tendências para praticar o bullying; assim como já trazemos um esboço de personalidade ao nascer e um conjunto de predisposições que podem ser corrigidas ou reforçadas pela vida em família, educação e cultura. Mas, a maioria aprende em casa, nos noticiários, no dia a dia.

Essa é a temática da hora: Bullying é um comportamento inato (embora haja saudáveis discordâncias) e que também é aprendido (isso é consenso) – Mas, como tudo na vida: comportamentos sejam inatos ou adquiridos, podem e devem ser mudados.
Esperamos com este escrito, fruto de nossa vivência diária como médico de famílias e educador em saúde dar alguma contribuição á busca da tão sonhada PAZ.
Sonhamos com um mundo melhor onde paz e harmonia predominem na intimidade de cada um e na vida social.
Mas:
Volta e meia nós nos deparamos na rua e nos noticiários com campanhas, caminhadas, e passeatas contra as guerras declaradas ou não; e em prol da paz.
Slogans não faltam:
- Diga não à violência!
- Abaixo a prática do bullying nas escolas!
- Guerra não!
- Eu sou da paz!
- Paz e amor!

Muitos já a buscam mesmo desconhecendo-a; outros, como as crianças da Geração Nova já a praticam automaticamente e sem esforço.
Inúmeras as lutas que se travam a seu favor. Nas ruas, na imprensa, escrita e falada. Paz da boca para fora dos bullies, que o são; sem que o saibam ou fingem não saber.
Tão estéreis quanto inúteis; enquanto não tivermos consciência do que seja agressividade e violência.
Não tem sentido lógico, pessoas ainda agressivas e praticantes do bullying nas menores ações da política do dia a dia; lutando pela paz. E o que é pior: cobrando dos outros, atitudes mais tolerantes e pacíficas; aumentando impostos, escorchando, ameaçando.
É coisa de gente que não tem nem sabe o que fazer; senão dividir o espólio do que resta dos bens públicos.

Isso vale para todos: Não desenvolvemos a sensibilidade de distinguir as posturas pacíficas das agressivas no conjunto das nossas atitudes diárias.
Não sabemos realmente o que é violência nem agressividade planejada ou não; exceto aquela que salta aos olhos, escabrosa e truculenta: guerras, assassinatos, agressões, estupros, tiros, facadas – pois ela ficou diluída; e camuflada em condutas padrão ou normais ditadas pela cultura – a normalidade - é um tipo de bullying; cruel demais.
E o que é pior, nós sentimos apenas a que nos atinge ou nos choca; mas, encaramos como normal e nosso direito de reagir aquela que nós aplicamos aos outros, dos pensamentos às atitudes de prepotência.
Somente seremos capazes de combatê-la quando aprendermos a detectá-la em nós mesmos e, quando educarmos as crianças para que sejam mansas e pacíficas, pois a educação é algo compartilhado e não imposto.
Palavreado não seguido de atitudes coerentes não serve para muita coisa; até atrapalha.
Pessoas não se educam com slogans, nem com palavras de ordem, e sim na prática de cada dia.
Antes de conseguirmos a paz nas ruas, nas escolas, no trabalho e na vida social e política, ela precisa ser conquistada no íntimo de cada um e no ambiente familiar. A atitude pacífica deve ser aprendida e exercitada principalmente na vida em família.

Como tudo que envolve o ser humano a paz não se consegue numa canetada de um decreto político ou não; nem com teorias mirabolantes ou num passe de mágica; é conquista de dia a dia, de respeito pela própria vida e pela vida do outro. Alcançaremos um estado de paz relativa, quando nos lares não houver mais:
• Guerra pelo poder de controlar sem medir forças
• Competição
• Mentiras
• Traições
• Violência verbal
• Agressão física

Desse ponto em diante todas as lutas sociais em prol da paz serão vitoriosas.

Vem cá filho!
Arruma essa bagunça ou eu te arrebento!
Ou você faz a lição ou vai ficar sem TV.

Namastê.

domingo, 28 de agosto de 2011

DIETA E CIDADANIA




Facilitar a vida em comunidade é mais simples do que se imagina; desde que se use as ferramentas á disposição no dia a dia.
A dieta é um recurso pedagógico extraordinário; que no assunto em questão: ajudar as pessoas a tirarem o olhar do próprio umbigo e prestar atenção aos que fazem parte do seu dia a dia – olhar os outros de uma forma mais humana.

Perceber a interdependência humana traz a paz.

Eu sou eu, você é você.
Mas, dependo de você e você precisa de mim.

O estudo da origem de cada alimento que faz parte do cardápio pode ajudar a criança a compreender que a sua relação com as outras pessoas é de interdependência (ela não depende dos outros apenas, os outros também dependem dela). No caso dos alimentos, a relação entre produtor, vendedor e ela como consumidora é uma relação na qual todos dependem uns dos outros. E, o alimento pode servir como veículo para que todos se esforcem no sentido de melhorar a qualidade da vida em comunidade através da boa qualidade do alimento.

Exercício de pesquisa.

Em que condições vivem as pessoas que produzem os alimentos que a criança costuma comer? Informada ela pode usar sua dieta para direcionar melhor os recursos. Adiante, já mais, conscientizada pode optar por consumir alguns alimentos que sejam adequados para si e que sejam produzidos em regiões mais carentes de recursos, ajudando dessa forma, os produtores sem que esteja lhes fazendo um favor.

Os hábitos de alimentação podem formar pessoas mais conscientes e mais exigentes

Agrade as pessoas;
Mas, faça isso com inteligência;
agradar é ajudar;
chamando o outro á responsabilidade...

Ao perceber que sempre dependemos uns dos outros a criança torna-se mais cooperativa e aprende a cobrar com inteligência e cortesia, que as outras pessoas também cumpram com seu papel e melhorem cada vez mais a qualidade de seus produtos e dos serviços prestados.
É preciso ajudar a criança a se tornar um consumidor exigente de qualidade e de respeito aos seus direitos; sempre respeitando os outros como contrapartida.

A dieta pode ajudar o cidadão na busca dos seus direitos.

Para que vivamos em paz e harmonia numa nação, é preciso que todos conheçam a Constituição do País; saber se o preço anunciado é o que está efetivamente sendo pago; se a quantidade indicada é o que realmente o produto contém. Exigir que o combinado seja cumprido. A criança educada num ambiente onde se pratica a justiça não aceitará diferenças práticas na aplicação das leis. Tudo que é legal deve ser também ético.

Exercício de compras.

Quando vamos ás compras devemos investir a criança na condição de fiscal para comparar preços anunciados, e, checar, exigir, repreender os infratores. Ela ficará feliz sentindo-se importante ao ser estimulada a fiscalizar para que tudo funcione segundo a lei que protege o consumidor. E, a sociedade do futuro agradece.

É preciso cobrar mais ética da mídia

As crianças do futuro serão as que não acreditam que aquilo, é isso aí...

A criança é a maior vítima da mídia de alimentos que tenta seduzi-la de todas as formas com quinquilharias; os sedutores são profissionais que tornam-se ícones em enganar as crianças (não por maldade proposital, mas por descuido ético), estimulando-as a consumir produtos inúteis para sua saúde e seu bem estar; ao contrário, muitas vezes colaboram para que adoeçam ou tornem-se obesas. Cabe a quem já despertou para isso, ajudar as crianças a separar o joio do trigo das informações cada vez mais rápidas e intensas.

Exercício:

Quando a criança sentir-se enganada o lesada deve ser estimulada a escrever e a manifestar-se.

Os hábitos de alimentação devem ajudar a descobrir o quanto as escolhas custam de verdade.

Namastê.